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Vale do Fim | Capítulo 37 (Parte 2)

 
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Capítulo 37 (Parte 2) - Domínio da Mente

Alina estava à janela quando viu o avião supersónico de George sobrevoar o céu de Vale do Fim. Nesse momento o seu corpo estremeceu por completo. Ela não se sentia preparada para ver o seu tio de volta, tudo o que ela queria naquele momento é que ele desaparecesse de vez da sua vida e da vida de todos aqueles a quem ele já fez mal. Para isso ele teria de morrer, ele tinha feito mal a toda a população quando invadira o mundo com os clones que fizera do seu filho. A única dúvida que residia na cabeça de Alina era se existia alguma forma de o matar. George estava sempre um passo à frente de todas as pessoas que o rodeavam, provavelmente daquela vez não seria exceção.
Temia por ela, por Artur e Miguel, mas principalmente pelo seu filho Adão. Adão estava prestes a entrar na Área X juntamente com os dois voluntários que se ofereceram para o acompanhar. Alina temia pelo filho, pelo que eles três iriam encontrar a partir do momento que entrassem no edifício subterrâneo. George não era burro, sabia muito bem que eles iriam tentar destruir a sala de controlo para parar a sua invasão. Certamente ele tinha colocado algum tipo de armadilhas no local. O seu tio nunca facilitara a vida de ninguém, não iria ser naquele momento que eles iriam destruir algo tão importante sem que ele não desse qualquer tipo de luta.
Ouviu a voz de Santiago no corredor. Foi até à porta e saiu do quarto.
- Alina, é melhor ficares em casa! Ainda estás debilitada. Acordaste ontem do coma, é melhor descansares! – Aconselhou o rapaz.
- Sabes que tenho de ir com vocês, sabes que quero receber o George com vocês! Sabes do que conversámos! – Respondeu ela, e o rapaz aceitou.
Alina nunca ficaria no quarto, ela tinha de o receber, tinha de estar presente quando ele saudasse a Rebelião. Quando ele estivesse frente a frente com aqueles que no momento certo o decidiram trair, fazer a coisa certa. Lígia estava com tanto medo quanto ela. A sua filha estava bem, Santiago disse que ela iria ficar segura, que George nunca a iria levar, mas ele conseguira levar Adão mesmo ele estando seguro com Viktor, por isso Alina temia pela menina tanto quanto a amiga. Lígia ainda estava com a Doença, assim como Santiago. O rapaz não se atrevera a administrar a cura até tudo estar bem, com medo que o seu pai fizesse alguma loucura enquanto ele estivesse em coma. Provavelmente os dias inconscientes iam ser muito menores que os de Alina e Raul, pois a doença não estivera tantos anos no seu organismo, mas ele não queria arriscar. O sangue que Adão deixara, dava para os dois se sentirem bem até ao problema estar resolvido, dissera ele, com esperança que tudo aquilo terminasse naquele dia, que saíssem vitoriosos depois daquela tarde.
Alina e Lígia saíram de casa, deixando Joana a tomar conta de Maria, e juntaram-se aos restantes elementos da Rebelião. Era visivelmente notório o estado de ansiedade de todos os elementos, mas em especial de Santiago. Ela entendia, ele ia enfrentar o pai, um dos confrontos mais difíceis da sua vida, um confronto em que um dos dois poderia sair sem vida. Ela sorriu para ele, na esperança de lhe dar um certo tipo de apoio. Ele sorriu-lhe, mas com dificuldade. Era complicado soltar um sorriso naquela altura tão complicada para ele, ela sabia-o. Ao olhar para ele não pôde deixar de se lembrar da conversa que teve com ele na noite em que voltara a ficar consciente, e isso deixou-a a ela tão nervosa como a ele.
Tudo estava em silencio. O único barulho que se ouvia era do vento a soprar nas grandes árvores que rodeavam o conjunto de vivendas onde se encontrava a vivenda que em tempos pertencera a Lourenço. Olhavam para a estrada principal, contando os minutos para ver George a surgir como uma formiga no fundo da estrada. Quando isso estava a demorar cada vez mais começaram a perceber que alguma coisa não estava a bater certo. Ele podia pousar o seu avião próximo à casa que agora pertencia a Renato. Poucas eram as casas na aldeia, ele podia parar próximo ao local onde sabia que eles estariam, porque razão estava a demorar tanto.
Foi no meio dos seus pensamentos que se ouviu o tiro. Olhou para o lado e viu Miguel levar a mão ao abdómen e ficar com ela coberta de sangue. Ao ver aquilo percebera que o que mais temia tinha acontecido, George não estava a brincar, estava ali para algo mais sério do que quando esteve ali para ir buscar Adão. Miguel precisava de ajuda, George tinha acertado no sitio certo para o deixar inconsciente, talvez fosse esse o seu objetivo.
Alina nem teve tempo para se baixar quando se ouviu um segundo tiro. Daquela vez acertara em Artur. Ao vê-lo cair no chão não pôde deixar de recordar a noite de aflição que vivera na sala do conhecimento há dez anos atrás, o mesmo sufoco, o mesmo aperto no coração. Abaixara-se ao lado do homem que amava, suplicava para ele não morrer como da outra vez, mesmo sabendo que ele sobreviveria aquilo dada as suas capacidades orgânicas. O seu medo é que George não parasse e acertasse em zonas vitais como a cabeça ou o coração.
- Não te preocupes minha querida sobrinha, ele retornará, como retornou há dez anos atrás, retornará ele e o teu querido Miguel. A minha questão é se estarão vocês vivos para os veres retornar! – Declarou George ao aproximar-se da rebelião com os seus híbridos logo atrás de si.
Alina sentia uma raiva tão grande no seu coração que ele ardia, os seus olhos brilhavam com sede de vingança daquele homem que estava à sua frente, as lágrimas que estava a deitar eram de tristeza e odio, tudo o que queria naquele momento é que aquele homem acabasse ali estendido no chão, mas ele tinha os híbridos, se Adão não conseguisse explodir com a sala de controlo, ele iria sair mais uma vez vitorioso.
Vale do Fim | Capítulo 37 (Parte 2) Reviewed by Fantastic on 19:00:00 Rating: 5

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