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Reportagem Especial | "Prémios Áquila" (Parte II)

 

A primeira gala dos Prémios Áquila teve lugar no Cinema São Jorge, em Lisboa, marcando o início de uma nova sucessão de eventos culturais em nome do Cinema e Televisão portugueses. Pelas escadarias de uma das principais salas da Avenida da Liberdade passaram as caras mais conhecidas do grande público. Atores de teatro e televisão, realizadores, argumentistas e outros convidados ilustres preencheram, assim, uma passadeira-vermelha elegante e representativa do leque de profissionais do audiovisual português. 


 Ana Bustorff, Isabel Medina, Sofia Nicholson, Sandra Celas, Rui Neto, Melânia Gomes, Maria João Luís, Inês Castelo Branco, Filipe Duarte, Madalena Brandão, Lídia Franco, Nicolau Breyner, o realizador Ruben Alves e Eduardo Frazão foram alguns dos muitos profissionais que marcaram presença na gala, tendo sido reservada a alguns a oportunidade de co-apresentarem a atribuição dos prémios. 


João Paulo Rodrigues, que até brincou com os fotógrafos na passadeira-vermelha como quem diz “agora sou eu que vos tiro uma foto!” (e tirou mesmo) foi chamado ao palco para receber o prémio de melhor ator principal, na categoria de Cinema, e não pôde deixar de agradecer a Nicolau Breyner, que “de facto foi Deus” em “7 Pecados Rurais” (prémio de melhor filme), porque realizou, o “ensinou e teve a paciência para que tudo corresse bem”. O pai das novelas em Portugal, nomeadamente de “Vila Faia” – a primeira telenovela portuguesa – não escondeu a emoção de ganhar, pela primeira vez, um prémio de realização, que lhe é “muito querida e muito cara (é mais cara para o produtor, claro), e que quis sempre continuar a fazer”, assim brincou. No discurso de agradecimento partilhou o tempo de antena com a sua produtora, Ana Costa, um dos rostos por detrás do cinema comercial de comédia mais visto nas salas portuguesas, incluindo a mais recente aposta “Virados do Avesso”. O tom de vitória serviu ainda para deixar o desejo de que, de uma vez por todas, caiam as barreiras entre o cinema dito de autor e comercial, nivelando a qualidade de todas as produções. 


Noutros campeonatos, nos quais ultimamente a RTP se tem vindo a destacar, também Miguel Simal, um dos coordenadores de argumento de “Bem-Vindos a Beirais (prémio de melhor série), afirmou que o sucesso da série é a prova “que se pode fazer conteúdos populares sem ser popularucho, que se pode fazer boa comédia sem ser brejeiro e que se pode tentar de vez em quando ter algumas mensagens, e ser inteligente, sem ser pretensioso ou catedrático”. A série, que inicialmente teria 80 episódios, foi prolongada ao sabor da adesão das audiências, conquistando atualmente, no horário, a fasquia de 1 milhão de espectadores. O diretor da SP Televisão, produtora da série e de outros produtos de ficção da SIC, acrescentou votos de que “prémios evoluam, cresçam e preencham este vazio que diz respeito a todos nós”, profissionais da área. 


Ao espetáculo seguiu-se uma after-party no foyer do Cinema São Jorge. Muitas figuras conhecidas, especialmente os galardoados com as estatuetas, reuniram-se em ambiente de confraternização, aproveitando para tirar algumas fotografias com a Imprensa e com fãs dos seus projetos. Recorde-se que o especial passadeira-vermelha e a gala serão transmitidos no site dos Prémios Áquila – http://www.premiosaquila.pt/ –  este domingo, dia 7 de dezembro, às 21h30. 

Reportagem Especial | Prémios Áquila  (Parte II)
Texto: André Rosa
Fotografias: André Rosa / Ana Carolina Bico
Novembro de 2014